WORKSHOP CONSTELAÇÕES FAMILIARES

 

O método das constelações familiares permite trazer à luz dinâmicas inconscientes que compreendem identificações e emaranhamentos de uma geração familiar a outra. Ao permitir a revelação dessas dinâmicas, faz aparecer soluções que reestabelecem o equilíbrio e conferem alívio a todos os membros do sistema.

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Workshop Constelações Familiares em V.N. de Gaia


19 de Novembro 2016 – fundamentos da teoria de Bert Hellinger

26 de Novembro 2016  – sessão de constelações familiares

Formadora: Eva Jacinto

Organizado por Centro de Psicologia do Trauma e do Luto

Todas as informações no folheto informativo e ficha de inscrição

 

 

Fenomenologia e Experiência

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“A fenomenologia é ao mesmo tempo um método espiritual. Não num sentido religioso, mas no sentido filosófico. Exige limpeza e clarificação. Especialmente a clarificação do espírito. Na mística ocidental, João da Cruz chama a isto “noite obscura do espírito”. É a renúncia ao conhecimento e a qualquer tipo de segurança. Este processo de clarificação dura muito tempo. O terapeuta que se acerca ao trabalho com constelações também enfrenta este processo de clarificação. E quando o experiencia, já não pode planear e actuar. Entrega-se ao curso dos acontecimentos. Desta forma, e com o passar do tempo, alcança-se essa orientação. Quanto maior for o “retirar-se”, mais coisas irão acontecer. Ao retirar-me estou a dar o lugar àquilo que acontece no momento.

Este procedimento é muito desanimador e é o contrário da ciência. É empirismo extremo, a experiência pura com o que aparece. Ganha significado com o seu efeito. Por esta razão, é pura ciência da experiência. É pura observação. (…) Os terapeutas que queiram trilhar este caminho começam por baixo. Naturalmente, como qualquer vaca começa por ser uma vitela. Não há necessidade de ser perfeito, é preciso apenas começar e o próprio caminho guiar-nos-á. Então pode-se, pouco a pouco, permitir o perigoso e a confrontação.”

 

Bert Hellinger, citado por Ulsamer, B. (2013). El oficio de las constelaciones familiares. Introducción a la práctica de la terapia sistémica de Hellinger. Ediciones Obelisco.

 

Desenho: Hajime Namiki, Wisteria

DIREITO SISTÉMICO

Texto originalmente publicado na revista Conexão Sistêmica Sul, nº 4: Filosofia, Pensamento e Prática das Constelações Sistêmicas (3 Out 2015).
Publicado também no blog do autor, Direito Sistêmico, em 23-08-2016.

Direito Sistêmico: primeiras experiências com constelações no judiciário

Autor: Sami Storch

 

Introdução

Quando ingressei na magistratura, no início de 2006, já estava cursando minha primeira formação em constelações e, desde o princípio, a visão sistêmica vem me auxiliando na compreensão das dinâmicas existentes nos conflitos com os quais lidamos na Justiça, assim como na busca da melhor solução em cada caso.

Wassily Kandisky

Os conflitos surgem no meio de relacionamentos e, nas palavras de Bert Hellinger, “os relacionamentos tendem a ser orientados em direção a ordens ocultas.[…] O uso desse método faz emergir novas possibilidades de entender o contexto dos conflitos e trazer soluções que causam alívio a todos os envolvidos”1.

O mero conhecimento dessas ordens ocultas, descritas por Hellinger como as “ordens do amor”, permite a compreensão das dinâmicas dos conflitos e da violência de forma mais ampla, além das aparências, facilitando ao julgador adotar, em cada caso, o posicionamento mais adequado à pacificação das relações envolvidas.

A quem se permite conhecer essas ordens através das constelações familiares, elas se integram e se refletem naturalmente nos diversos meios de nossa vida, inclusive o profissional.

Em minha prática judicante, portanto, a aplicação da visão sistêmica e do conhecimento das ordens do amor começou a se dar de forma discreta, durante as audiências nas ações judiciais da área de família. Posteriormente introduzi meditações e exercícios de constelações propriamente ditas, com representantes, e venho realizando experiências também na área criminal e na de infância e juventude.

Neste artigo abordo as primeiras experiências, já com resultados consolidados.

Uma História de Amor

Desde o início, o uso de frases “sistêmicas” revelou-se de grande força, no sentido de sensibilizar as partes envolvidas no conflito, levando-as a olhar para um contexto maior e a reconhecer o amor existente na origem do relacionamento e a dor sofrida por ambos, pelo fato de ele não ter dado certo.

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“Trabalho da Alma”

Bert Hellinger: “Isto é trabalho da alma. E o que é que fazemos quando fazemos trabalho com a alma? Tocamos o coração e isso é suficiente. Não há mais nada para fazer”

 

Intervenção de Bert Hellinger: “Gratidão”. Em inglês, vídeo legendado em português.

(clique na imagem para assistir ao vídeo)

Gratidão - vídeo hellinger

Mestre, venho pedir-lhe que me cure

Mestre, venho pedir-lhe que me cure.

– Não vens para que eu te cure, vens para me pedir. Vais curar-te quando parares de pedir que te cure, porque a doença que me trazes nada mais é do que o teu pedido para ser curado. Desta forma, eu nunca te darei nada.

– Mas por quê, mestre?

– Porque tu, para não parares de pedir, vais tentar levar-me a que eu te peça para te deixares curar por mim e não te irás curar para que eu continue a pedir-te e assim possuíres-me para sempre.

– E a minha doença?

– Na verdade a tua doença não te importa. O que te interessa é fazer fracassar o Pai, exercendo o poder de não poder.

 

Alejandro Jodorowsky. Conversa com o mestre. http://planosinfin.com/

Traduzido do castelhano por Eva JacintoAlejandro-Jodorowsky