As tentativas de exclusão da realidade

Lamentar-se, culpar-se, acusar e encolerizar-se consistem em movimentos que procuram excluir ou denegar.

O inverso é o laborioso movimento integrador, que conduz ao crescimento.

 

“Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir. Tudo aquilo a que aponto um dedo acusador, quero excluir. A toda a pessoa que desperte a minha cólera, estou a exclui-la. Cada situação em que me sinta culpado, estou a exclui-la. E desta forma vou ficando cada vez mais empobrecido.

O caminho inverso seria: a tudo de que me queixo, fito e digo: sim, assim aconteceu e integro-o em mim, com todo o desafio que para mim isso representa. E afirmo: irei fazer algo com o que me aconteceu. Seja o que for que me tenha acontecido, tomo-o como a uma fonte de força.

O movimento básico é sempre o mesmo: em vez de excluir, integrar.

É surpreendente o efeito que se pode observar neste âmbito. Quando integro aquilo que antes tinha rejeitado, ou quando integro aquilo que é doloroso para mim, ou que produz sentimentos de culpa, ou o que quer que me leve a sentir que estou a ser tratado de forma injusta, o que quer que seja… quando tento incorporar tudo isso, nem tudo cabe em mim. Algo fica do lado de fora. Ao consentir plenamente, somente a força é internalizada. Tudo o resto fica de fora sem me contaminar. Ao invés, desinfecta, purifica-me. A escória fica de fora, as brasas penetram no coração.”

 

Bert Hellinger InUn Largo Camino
Editora: Alma Lepik, Buenos Aires
Tradução a partir do castelhano ©Eva Jacinto

tree113 Toni Demuro

Árvore 113 de Toni Demuro

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