O QUE SÃO CONSTELAÇÕES FAMILIARES

As constelações familiares são uma abordagem criada por Bert Hellinger. Pertence ao grupo de terapias breves orientadas para a solução: com rapidez trazem à luz as dinâmicas que atam a pessoa ao seu sistema de referência de maneira “disfuncional”.

A partir da clarificação destas dinâmicas que se obtém através da constelação, torna-se possível tomar direcções novas ou rumos diferentes, colocando em marcha as mudanças no sentido da resolução efectiva dos problemas.

As dinâmicas “disfuncionais” produzem-se em qualquer sistema a que pertençamos, por isso este método de trabalho aplica-se com sucesso a diferentes sistemas, sendo essa a razão pela qual por vezes se designam também por constelações sistémicas (termo genérico), por constelaçãoconstelações organizacionais (aborda os problemas das organizações), por pedagogia sistémica (ao serviço da comunidade escolar e de aprendizagem e às suas dinâmicas específicas), mediação sistémica (aplicadas à mediação de conflitos). Por de trás de todas estas abordagens está o reconhecimento de que as relações familiares, sobretudo a relação com os pais, constitui o cerne e protótipo das relações que estabelecemos nos diferentes sistemas em que nos movemos e a que pertencemos.

Numa sessão de constelações familiares pode participar-se de três maneiras diferentes: 1) como cliente, colocando asua própria constelação; 2) como representante na constelação de outra pessoa; 3) assistir, mas mantendo-se incluído no círculo de pessoas que sustentam a constelação. Seja qual for a posição em que se encontre, todos realizam trabalho para a constelação em curso.

O procedimento inicia-se com a apresentação de um tema/ problema pelo cliente. Segue-se uma breve entrevista, onde se procura saber aquilo que o cliente gostaria de ver resolver-se e onde se recolhe informação factual acerca do sistema familiar. O facilitador necessita apenas de recolher informação essencial e concreta, não se interessando por conhecer as opiniões ou explorar cognitivamente os sentimentos associados. Não é necessário expor demasiada informação na sessão, perante o grupo, acerca do assunto a trabalhar. O cliente terá apenas de responder a perguntas básicas, como “qual é o problema?” ou “o que deseja conseguir?” e fornecer alguns factos, como por exemplo, se alguém morreu precocemente ou se ocorreu algum acontecimento especial na família que tenha marcado o destino desta. Segue-se a decisão sobre os elementos que irão ser configurados na constelação, normalmente o próprio cliente e alguns membros da sua família; mas poderá também ser um elemento abstracto, como uma doença, um emprego, um país – dependendo do problema que esteja a ser trabalhado. Entre as pessoas presentes no grupo são escolhidos os representantes, os quais são então dispostos no espaço de forma a representar como a pessoa sente que se apresentam as relações entre tais pessoas na realidade – elementos configurados em constelação.

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