O PAI, seminário de Bert Hellinger

Bert Hellinger dirigiu recentemente um seminário em Frankfurt (de 07 a 09 de Fevereiro de 2014). Este seminário foi subordinado ao tema do pai. Em baixo um texto de divulgação do mesmo.

 

TEMA: O PAI

Seminário dirigido por Bert Hellinger

Quem é a pessoa mais frequentemente excluída nas famílias?
É o pai!

A mãe tem a tendência para, por qualquer razão, atrair as crianças para si, afastando-as do pai.
Do que é que ela afasta as crianças?
Ela afasta-as da terra e consequentemente da vida. As crianças entram em conexão com o mundo através do seu pai. No passado sabia-se isto: o pai tinha de permanecer no mundo real, somente assim a sobrevivência da sua família estava assegurada.
O que é que acontece com muitas crianças hoje em dia, que têm de crescer sem o seu pai? Por exemplo, devido ao facto de a mãe se ter separado dele e as crianças terem de permanecer na esfera da mãe, geralmente separados do pai? Será que elas permanecem de pé, com os pés assentes na terra? Ou tornam-se alheadas dele e com isso, ingénuas e limitadas nas suas experiências?
E qual é o resultado final? As crianças estão zangadas com a mãe. A paz no seio da família rompeu-se. Como poderá voltar a ser restaurada?

Bert e Sophie Hellinger em Bad Reichenhall (2013)

Bert e Sophie Hellinger em Bad Reichenhall (2013)

De onde vem a paz? Dos pais e dos homens. De quem vem a paz nas famílias? Dos pais. Quando a paz reina na família, todos estão felizes, tanto a mãe como as crianças.
A nova forma de trabalhar com constelações familiares está predestinada, não apenas pelo seu nome [constelação familiar medial], a ser capaz de conduzir e transformar os problemas dentro da família num campo de sanação e a tornar possível, a todos os membros da família, iniciar uma jornada em direcção à felicidade. A questão da culpa não tem aqui lugar.
Neste seminário os participantes aprendem a reconhecer e a tomar o seu devido lugar. Também aprendem a permitir que cada membro individual tome o lugar que lhe é apropriado.
O resultado: pais satisfeitos, mães felizes e crianças repletas de esperança!

 

Traduzido a partir do inglês por Eva Jacinto.
Agradecimento a Bascha Meier, tradutora-intérprete oficial de Bert Hellinger, que forneceu a tradução do alemão para o inglês. Basha Meier é neozelandesa, viaja e trabalha por todo o mundo como facilitadora de constelações e terapeuta energética.

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9 comentários sobre “O PAI, seminário de Bert Hellinger

  1. Se queremos uma imagem para visualizar a dinâmica familiar… O Pai, é o Sol. A Mãe, a Lua. Os Filhos, a Terra com a sua miríade de seres. Já pensaram neste planeta, sem Sol? Sem a Lua? Em ritmo harmonioso e dinâmica equilibrada?… Quando há equinócios, culminâncias, Lua Cheia ou Nova, há momentos de tensão. Mudanças ocorrem na terra. Os animais, as aves e as plantas sabem disso, os peixes tb. O Homem, cada vez mais “elevado da terra” procura subjugar essas forças, sem chão, o que acontece? Morrem aos milhares… Um Homem sem pai, ou sem uma referência paterna, é como um zombi. Anda aos caídos, sempre à procura de se equilibrar. Logo hoje, nesta época, em que os “filhinhos da mamã”, proliferam. Isto, porque os pais estão vivos, mas não reconhecidos, incluídos. Uma coisa é terem morrido na guerra ou de doença. Nesse caso a mãe incluiria o pai. Da zanga nasce a discórdia a desarmonia, a exclusão. A criança cresce e buscará o Pai. O sol, a Luz, o caminho da vida.

  2. É muito profundo e significativo esta apresentação do Bert Hellinger, porém acredito que seria importante conciliar o lugar da mãe e do pai, ambos de forma amorosa.
    Integrar nosso feminino e nosso masculino tem sido tarefa árdua para ambos.
    A mudança centrada no coração vai nos guiando no sentido de maior integração de mulheres e homens.

    • Esse equilíbrio só surge quando o feminino é 90% feminino, com 10% de masculino, e vice-versa. O exemplo perfeito disso é a imagem do Yin – Yang.

  3. Cristina diz:

    Faz todo sentido!

  4. luiz sérgio gouvêa rocha diz:

    Na minha vida de 81 anos, tenho comprovado o quanto é importante a presença do pai com seu(s) filho(s), em situações de níveis sociais os mais diferentes. A presença de um pai saudável é insubstituível para a segurança e felicidade de seus filhos. Os exemplos de pais autoritários e violentos transforma e deforma a formação dos filhos, nos mais diferentes tipos formados para a não felicidade, em todos os sentidos. / Há, entretanto, casos inexplicáveis de pais difíceis que, mesmo assim, tiveram um ou mais filhos cuja vida não se deixou abalar e foram muito felizes e competentes em todos seus afazeres e com suas famílias. / Agora aposentado, fui professor de Língua e Literatura portuguesa, sempre muito curioso e atento a esse tipo de relação humana aqui focada.

  5. Gratidão pela partilha.

  6. Fantástico Eva – grato por compartilhar!
    No consultório muitas vezes trabalhamos a questão da fragilidade da figura paterna – ou a reconciliação com o Pai!

  7. Marcia Maria dos Reis diz:

    E qdo é o próprio pai que se afasta?

  8. Fomos temos que tomar nosso lugar na jornada rumo à felicidade

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