SOBRE O ABUSO DAS CONSTELAÇÕES FAMILIARES

SOBRE O ABUSO DAS CONSTELAÇÕES FAMILIARES…

 

O perigo das constelações familiares radica no uso superficial desta forma de psicoterapia. “Vou constelar o meu sistema de origem e noutra vez vou constelar o meu sistema actual”. As constelações familiares como tendência, como fenómeno de moda, degradam este método reduzindo-o a um artigo de consumo. Esta utilização pouco formal das constelações familiares não serve o paciente, mas cria-lhe a ilusão de resolver todos os problemas de forma rápida através de uma constelação. Ao iniciar cada grupo, digo aos meus pacientes: “No melhor dos casos, a
constelação é, nem mais nem menos, um passo no teu desenvolvimento”. Alem disso, gosto de empregar a imagem de um veleiro que modifica o seu curso original em aproximadamente um grau e, portanto, chegará a outro lugar completamente diferente daquele projectado inicialmente. Assim também a constelação pode produzir uma grande mudança com uma pequena “correcção de curso”. Esta modificação situa-se na atitude interna do paciente, no critério pessoal. A constelação não é um elixir, não é um truque de magia nem significa que o problema tenha sido solucionado para sempre.

 

In “Enfermedad que Sana. Sintomas Patológicos y Constelaciones Familiares”, de Ilse Kutschera e Christine Schäffler. Alma Lepik Editorial.

Traduzido do castelhano por Eva Jacinto

Desenho de Toni Demuro

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