CONSTELAÇÕES FAMILIARES

MÉTODO PSICOTERAPÊUTICO - PORTO, PORTUGAL

Author: Eva Jacinto (pág. 1 of 44)

OS REPRESENTANTES NA CONSTELAÇÃO

 

Estamos conectados de uma forma muito profunda com muitas pessoas. E aqueles que entram numa constelação como representantes, de certo modo deixam o seu sistema e entram noutro sistema, ou poderíamos também dizer que entram noutro campo. E nesse campo entram em ressonância com tudo o que pertence a esse campo particular. E é claro que a constelação é parte desse campo e portanto os membros dessa família são afectados por aquilo que aconteceu na constelação.


BERT HELLINGER (México, 2004)

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O “Segredo” das Constelações Familiares

Bert Hellinger, 2014 (transcrição de um seminário no México)

Quando comecei com as constelações familiares, o grande assombro para mim foi perceber que se dá um processo no corpo e na alma de um representante – algo que até este momento se tinha mantido oculto. Foi uma experiência incrível. Mas eu não sabia de onde vem e para onde leva.
Somente depois de algum tempo bastante longo compreendi algo que era essencial.
Todos vivemos num campo concreto.
Também podemos observar isto. Se alguém é configurado representando alguém, ainda que não se diga nada, como quer que seja o representante de imediato se encontra noutro campo.
Ele é outra pessoa e sem que se faça qualquer menção.
Não só os representantes são “levados”, como também e ao mesmo tempo, todos os presentes [no grupo] são levados, sem que se diga nada.
O que aqui acontece é o fenómeno das constelações familiares – o segredo das constelações familiares.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A PRÓXIMA SESSÃO

SOBRE O AJUDAR

SOBRE  A AJUDA E O AJUDAR

 

Uma das maneiras mais comuns (e também mais aceites) de não respeitar uma pessoa – a experiência da pessoa – é correr para ajudá-la quando ela se sente “mal” ou incómoda. Ser “prestável” com atitudes protectoras, com diversões, etc., impede a pessoa de vivenciar plenamente a sua tristeza, cólera, solidão, etc

E somente experimentando-as plenamente poderá aceitá-las, assimilá-las na experiência total da sua vida e desenvolver-se como um ser humano mais completo e integrado. Quase sempre o “ajudante” na realidade ajuda-se a ele próprio ao ajudar os outros. Apressando-se com os seus primeiros-socorros, interrompe a expressão de sentimentos que são dolorosos para ele, além disso convence-se e convence os outros de que é capaz de ajudar os outros e que não necessita da ajuda de ninguém. Quase todos os “ajudantes” têm fortes sentimentos de desamparo, que se atenuam temporariamente quando ajudam alguém. Isto é valido para uma grande quantidade de pessoas que exercem profissões de “ajuda”: professores, psicólogos e especialmente trabalhadores sociais. (…)

Há uma suposição muito difundida segundo a qual uma pessoa que se encontra em dificuldades é fraca e necessita de ajuda. Num certo sentido isto é verdadeiro, dado que essa pessoa investe demasiada energia a manipular-se a si própria e a manipular os outros, convencendo-se e convencendo-os que tem muito pouca energia para encarar directamente o mundo. Se se ajudar uma pessoa nestas condições, estamos a estimulá-la no quadro da suposição de que ela necessita da nossa ajuda e com isso estimulamos um maior investimento da sua energia para nos fazer ir em seu resgate. Mas se insistirmos para que ela faça um maior contacto com a sua própria experiência, essa pessoa pode chegar a dar-se conta da tremenda quantidade de energia e poder que ela emprega para manipular tanto a si mesma como aos outros, com a finalidade de obter ajuda. Uma vez que haja assimilado a sua energia, pode aprender a utilizá-la mais directamente para o seu auto-apoio. Pode dar-se conta de que pode fazer muitas coisas por ela própria que antes necessitava que outros fizessem por ela.

Todas as pessoas dispõem de um enorme potencial em desuso. A maioria das pessoas é muito mais capaz, inteligente e forte do que elas e outros pensam. Uma grande quantidade de fraqueza, estupidez e loucura no mundo não é real; é o desempenho de um papel de fraco, de estúpido ou de louco.

 

John O. Stevens (2003). El Darse Cuenta: sentir, imaginar y vivenciar. Editorial Cuatro Ventos

Tradução do castelhano por Eva Jacinto

Imagem: Amadeo Modigliani (Woman with a necklace).

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