Marianne Franke-Gricksch – ALTERAÇÃO DE DATAS

Os eventos com Marianne Franke-Gricksch – Workshop de Constelações aberto a todos os interessados e Formação Intensiva destinada a profissionais – foram reagendados para Setembro 2020

workshop de constelações Marianne Franke - Porto, Setembro 2020
formação intensiva de constelações com Marianne Franke - Porto, Setembro 2020

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Eu digo que na viagem da vida há erros que devem ser evitados e acertos que devem ser desenvolvidos.

Um dos erros é não dar à vida o que temos para dar. Outro erro é o de tentar dar à vida aquilo que não temos, parecer aquilo que não somos.

Eu estudei direito e no terceiro ano entrei em crise. Estava identificado com o personagem do advogado. Quantas pessoas estão montadas num personagem? Há que cultivar a autenticidade.

O outro pecado muito universal da inconsciência é o de não tomar momentos para estar em contacto consigo mesmo, reconhecer o corpo, as experiências, a meditação.

Quem vive numa máscara também tem medo, porque é como se fosse uma casa de cartão, ele evita perceber o que verdadeiramente o move.

 

Joan Garriga, 2019
Excerto da entrevista no Jornal Clarín

Texto integral AQUI

 

 

CORPO, VÍNCULO E PERCEPÇÃO REPRESENTATIVA

Por Ursula Franke*

No contexto da nossa socialização aprendemos que tudo aquilo que acontece dentro do nosso corpo e da nossa psique deve ser atribuído ao nosso “Eu” e, consequentemente, somos disso responsáveis. Aprendemos que os nossos sentimentos, actos e pensamentos surgem de nós e é em nós também que eles ganham sentido. Contudo, o pensamento em acção nos contextos sistémicos e as experiências que fazemos no decurso das constelações sugerem que só parcialmente isso é verdade.

Nesse sentido, o trabalho de Bert Hellinger revolucionou o conceito de indivíduo. Os “vínculos invisíveis” de uma família ou de um sistema tornam-se visíveis através de uma constelação. Os representantes e os pacientes experimentam fisicamente o modo como o indivíduo está inserido no seu contexto e como a presença e a proximidade de um elemento actua sobre cada um dos outros elementos que estão dentro do sistema. Se, por exemplo, numa constelação a filha está parada em frente ao pai, experimenta um estado físico e psíquico que é possível de ser descrito com precisão, o qual se altera por apenas se incorporar outra pessoa, por exemplo a mãe ou o pai do pai.

Podemos imaginar que o nosso corpo absorve as informações da área circundante como uma caixa de ressonância, tal como um instrumento musical ou um recipiente que vibra com os sons que o envolvem. Vistas as coisas desta maneira, podemos entender que estamos em condições de participar dos sentimentos e também dos estados físicos dos outros e experimentar e perceber dentro de nós, especialmente no nosso corpo, estas qualidades do outro. Isto, por sua vez, significa que possivelmente os sentimentos e os estados físicos que experimentamos nem sempre surgem de nós próprios, nem são, por conseguinte, nossos, mas antes sentimentos e percepções “alheias”, que ressoam em nós e cremos serem nossas porque as experimentamos no nosso corpo e mente.

Rupert Sheldrake retomou a antiga ideia de um todo envolvente, avançou no seu desenvolvimento e fez dela o centro das suas investigações. O autor descreve os princípios básicos do campo mórfico que reflectem os princípios de Tales de Mileto Continuar a ler