Assentimento e Integração em Terapia

O que significa dizer Sim? Significa render-se e assentir a tudo o que a vida cria, entregar-se em absoluto a todas as suas formas, sem nenhuma oposição. Este é o desafio e a enorme audácia do desenvolvimento espiritual.
Muitas tradições espirituais coincidem neste ponto – no Sim, na entrega à vida tal como ela é, com todas as suas formas, quer sejam bonitas ou feias, agradáveis ou desagradáveis, tanto se elas trazem vida como se levam à morte, se felicidade ou infortúnio.

O Sim verdadeiro é sempre momentâneo e vem do ser essencial, mais do que do pequeno eu, com os seus pequenos interesses e temores.
Algumas formas de psicoterapia, que se inspiram em certas tradições de sabedoria filosófica, para além de encontrarem soluções para os problemas, investigam aquilo que as pessoas não conseguem integrar nas suas vidas, para encaminhá-los para a aceitação, para o Sim final, com a ideia de que tudo o que a vida traz, seja o que for, incluindo aquilo que parece uma fatalidade, pode ser aproveitado ao serviço da vida e nele ser reconhecido um reflexo do espírito do criador.
Opor-se-lhe é sofrimento. Assentir-lhe é libertação.

Joan Garriga In Sobre la Terapia y la Espiritualidad. Revista Conciencia Sin Fronteras, nº 34. Diálogo entre Joan Garriga y Julián Peragón.

Traduzido do castelhano por E. Jacinto
Imagem: Pintura de Essam Marouf

Livro de Marianne Franke-Gricksch

Bert Hellinger fala sobre o livro de Marianne Franke-Gricksch

“Quando, há dois anos, Marianne Franke-Gricksch me fez chegar alguns relatórios sobre as suas experiências com crianças difíceis na escola, fiquei muito impressionado pela forma simples, carinhosa e curativa que a sua ajuda resultou para estas crianças e seus pais. Naquela ocasião disse-lhe: “Deves escrever um livro sobre isto!”. Agora apresentamos o seu livro e a impressão que tive naquela altura foi largamente superada.

Fuoco Dentro, de Elisa Talentino

Este é um livro especial, rico em experiências, próximo ao quotidiano, pleno de exemplos que deixam impressões que geram esperança e induzem à imitação. É ao mesmo tempo um guia destinado a pais e professores para resolver situações que parecem difíceis ou até sem saída.

O livro chega ao coração. A muitos dos que lhe derem uma vista de olhos talvez lhes suceda como a mim, que não conseguem desprender-se dele.
Agradeço a Marianne Franke-Gricksch ter escrito este livro.”

Bert Hellinger, Munich 2001.

Preâmbulo por Bert Hellinger ao livro de Marianne Franke-Gricksch “Eres Uno de Nosotros”. 2006, Editorial Alma Lepik, Buenos Aires.
Traduzido do castelhano por Eva Jacinto
Desenho: “Fuoco Dentro”, de Elisa Talentino

AUTONOMIA e LIBERDADE

Bert Hellinger entrevistado por Gabriele ten Hövel

Gabriele ten Hövel – O que o senhor diz é, e continuará a ser para muitos, um atrevimento. Afirma que a nossa percepção está condicionada pelos campos onde nos movemos, que estamos “ao serviço”, que os movimentos são controlados por poderes superiores e que nem sequer a nossa consciência moral é autónoma, mas que depende da família de origem e do grupo em que nos movemos. Onde ficam então a autonomia e a liberdade? Até que ponto estamos condicionados? Que margem de manobra temos? Estes são os pontos sempre em questão quando se discute a filosofia de Bert Hellinger. As pessoas contrapõem que a sua imagem do ser humano é fatalista e até totalitária. Elas consideram que hoje as pessoas têm todas as possibilidades para planear a própria vida de forma cooperativa e consciente e que os terapeutas existem para ajudar os clientes e eliminar o que entrava esse propósito. Que autonomia tem o sujeito no mundo moderno? Que contribuição presta a sua filosofia e o trabalho com as constelações familiares para essa autonomia?

Bert Hellinger – Do ponto de vista filosófico a ideia de autonomia é ridícula. Continuamente dependemos uns dos outros. Estamos marcados pelos nossos pais e pelo campo onde nos movemos. Os antepassados estão presentes, os mortos estão presentes, as nossas acções estão presentes, tudo está presente. E movemo-nos imersos em tudo isto. Se penso que decidi livremente as coisas da minha vida, torno-me pequeno. Pequeno e insignificante. Estou envolvido em todos esses grandes movimentos, na fila dos ancestrais, na família, e esse envolvimento é independente da minha livre vontade. Muito simplesmente encontro-me dentro disso e também eu movo algumas coisas. Em que medida posso atribuir isso a mim ou não, parece-me irrelevante.

Hellinger, B., Ten Hõvel, G. (2006). Un largo camino: diálogos sobre el destino, la reconciliación y la felicidad. Editora Alma Lepik.

Excerto traduzido do castelhano por Eva Jacinto.
Desenho de Alexandra Duprez

Inscrições abertas para Workshop com Marianne Franke no Porto

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O WORKSHOP COM
MARIANNE FRANKE-GRICKSCH, DE 14 A 16 DE JUNHO 2019, NO PORTO

TODA A INFORMAÇÃO AQUI: Marianne Franke – Evento no Porto
INSCRIÇÕES: Formulário de Inscrição
CONTACTOS: +351 935943080// cf.evajacinto@gmail.com // Enviar Mensagem
FACEBOOK: Evento FB

Flyer Marianne F-G

Este é um workshop para profissionais, mas também para qualquer pessoa que queira explorar o trabalho das constelações familiares e usufruir de uma oportunidade privilegiada de aprender dentro do campo profundo e gentil que Marianne Franke consegue criar com o seu trabalho.