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PSICOTERAPIA

O QUE É PSICOTERAPIA

A psicoterapia tem por finalidade ajudar a pessoa a modificar os seus comportamentos, cognições, emoções e/ ou outras características pessoais num sentido que é por ela (e pelo seu psicoterapeuta) considerado desejável.

A psicoterapia desenrola-se dentro duma relação onde as posições dos intervenientes são claras e este aspecto tem uma importância capital para o estabelecimento da chamada “aliança terapêutica”, a qual envolve o vínculo entre terapeuta e cliente e também o acordo acerca das metas a atingir e das tarefas do trabalho terapêutico a desenvolver.
É dentro deste quadro relacional que a psicoterapia procede, aplicando de forma intencional e informada métodos clínicos que derivam de princípios psicológicos estabelecidos. Assim, a psicoterapia produz mudança e sabemos explicar essa mudança – ela está ligada a esses princípios psicológicos e não a outra coisa qualquer.



A psicoterapia depende totalmente da atitude colaborativa do cliente e ao psicoterapeuta não é possível ir mais além daquilo que o cliente pretende (ainda que esse limite possa não ser consciente para o cliente). Este é um aspecto fundamental na relação terapêutica e que tem um efeito protector do cliente: a pessoa que expõe a sua demanda e a sua situação de vida iniciará um caminho de trabalho pessoal e de resolução personalizado, progredindo à medida das suas possibilidades de abertura.

Para o cliente a psicoterapia é muitas vezes vivida como um processo de (re)ordenação interna, através do qual dá um novo lugar ou uma nova disposição às suas imagens interiores, a memórias e também à forma como se situa nas relações que estabelece.






A psicoterapia é uma ciência aplicada, que se fundamenta em modelos teórico-clínicos que classicamente se identificam como psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais, humanistas e sistémicos. Estes modelos vão evoluindo, pela introdução de novos conhecimentos e técnicas e também pelas mudanças sociais.

Os resultados obtidos através da psicoterapia tendem a ser mais duráveis e a necessitar menos vezes de novos tratamentos do que os tratamentos farmacológicos e isto deve-se ao facto de o cliente adquirir competências, desenvolver recursos e fazer aprendizagens que continuam a ser utilizadas após o terminus do processo psicoterapêutico e que lhe permitem continuar a consolidar as mudanças.

© Eva Jacinto