RELAÇÃO SISTÉMICA

 

As constelações ajudam a identificar rapidamente as estruturas da relação sistémica e a encontrar uma resolução. No processo, o comportamento e as palavras que o cliente emite representam uma série de “lealdades invisíveis” profundamente arreigadas. As mudanças nesta estrutura provocam alterações no comportamento, no pensamento e, por sua vez, nos sentimentos. Segundo os princípios sistémicos, uma mudança no cliente traz, de forma associada, uma mudança também na sua envolvente. Nos conceitos básicos deste trabalho terapêutico, Hellinger estabelece uma distinção entre a implicação sistémica, cuja origem costuma situar-se na geração anterior (se não for uma questão de implicação entre irmãos, que é algo que ocorre com muito menos frequência), e o movimento interrompido, que se baseia na biografia do individuo. No caso de uma implicação sistémica, Hellinger serve-se da constelação familiar com o objectivo de chegar a uma resolução. No caso do movimento interrompido, recomenda a utilização da terapia de contenção de Jirina Prekop.

 

 

In Ursula Franke (2011). El Río Nunca Mira Atrás. Gulaab, Madrid

Traduzido do espanhol por Eva Jacinto

Imagem de Adolfo Serra

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