Tag Archives: citações B. Hellinger

Movimentos Fundamentais da Alma

 

Há dois movimentos fundamentais da alma. Um movimento é o que leva à vida. O outro é um movimento inverso, que leva à morte. E como se demonstra isto? O movimento para a vida é um movimento que leva a mais e mais e mais. O movimento para a morte é um movimento para menos, menos e menos até que tudo acaba.

 

In Meditaciones de Bert Hellinger, Grupo Cudec Editorial

 

tronco arvore

Tagged

IDENTIFICAR-SE COM A SOLUÇÃO OU COM O PROBLEMA?

Identificar-se com a solução versus identificar-se com o problema

the-dream ODILON REDON

O sonho. Odilon Redon (data desconhecida).

PARTICIPANTE: Quando uma pessoa participa numa constelação como observador e se identifica com o problema que foi exposto, a alma da própria pessoa começa a mover-se, como se ela estivesse a trabalhar o mesmo problema?

HELLINGER: Às vezes.

(Risos)

HELLINGER: Mas há sempre o perigo de que o espectador se identifique com o problema, em vez de se identificar com a solução. Se a pessoa estiver atenta ao problema, facilmente perde de vista a solução, que é a parte realmente importante. Há que ter cuidado com isso. Como terapeuta eu tenho que ter muito cuidado com isso. (…)

 

 

Bert Hellinger In Raquel Solloza por sus Hijos (2006), Editorial Herder. (traduzido do castelhano por Eva Jacinto)

Tagged ,

O AMOR CEGO NA CRIANÇA

 

O BEM MAIS APRECIADO

Participante: Se para a alma o bem mais apreciado não é necessariamente a vida e a saúde, será então o amor?

Hellinger: Para a criança é o amor, no sentido em que: “seja como for, eu quero pertencer-vos, não importa o que isso me custe, nem que me custe a vida“. Esse é o amor da criança. Esse amor é cego, porquanto a criança tem ao mesmo tempo a percepção de que pode salvar os seus pais se lhes acontecer algo de mal. Por essa razão, quando as crianças se encarregam de alguma coisa pelos seus pais, nem sequer têm medo da morte, nem têm medo do sofrimento e da culpa. A força do amor nas crianças é incrível. Este é o amor que enferma, porque é cego.

A tarefa da terapia neste contexto seria a de expor a forma como a criança ama. Quando esse amor vem à tona, a criança já não pode amar dessa forma cega, pois vê, por exemplo, que a sua mãe, por quem está disposta a sofrer, não quer isso, porque ela também ama a sua criança. E ensao miguel arcanjotão a criança pode largar as ideias que atavam o seu amor.

Isso tem como resultado uma limpeza da alma e uma purificação. Assim, a criança experimenta a saúde e a vida como uma renúncia ao poder, à inocência e à grandeza vivenciadas. Por este motivo, a transição do amor cego para o amor que sabe é algo assim como uma experiência espiritual, uma vivência que à criança lhe exige algo. A felicidade requer muito mais do que desatar a chorar em voz alta e sofrer.

Participante: Qual é o bem mais apreciado para o adulto?

Hellinger: Não há nada que seja o bem mais apreciado. Já não se estabelecem diferenças. Quando se está em sintonia, não há nada que seja o máximo. A própria sintonia é algo de elevado, de grande. Mas não há nada que seja o máximo. Não importa, é igual. Notas o que o facto de se admitir que tudo é igual move na alma?

Participante: Um espaço largo.

 

Bert Hellinger In El manantial no necesita preguntar por el camino (2007). Editorial Alma Lepik.

(traduzido do castelhano por E. Jacinto)

Tagged , , ,

Ordem e Plenitude

Ordem e Plenitude

A ordem é a maneira de o diverso confluir. Portanto, ela caracteriza-se pela diversidade e pela plenitude. Está em intercâmbio, une o disperso, acumulando-o para a realização. Portanto, a ordem caracteriza-se pelo movimento.

Urde aquilo que é passageiro de uma forma que promete continuidade. Por isso se caracteriza pela permanência.folha pinheiro peq

À semelhança de uma árvore, antes de cair, liberta o fruto que lhe sobrevive, pelo que a ordem também se move com os tempos. Portanto, caracteriza-se pela renovação e mudança.

As ordens vivas vibram e expandem-se. Impulsionam-nos e impõem-nos disciplina através do desejo e do medo. Estabelecendo limites, também nos dão espaço.

Colocam-se mais além daquilo que nos separa.

 

Bert Hellinger In El Centro se Distingue por su Levedad. Conferencias e Historias Terapéuticas. Editorial Herder

(Traduzido do castelhano por EJ)

Tagged ,

PENITÊNCIA

A imagem da culpa é como um chicote nas mãos daqueles que querem submeter a humanidade à sua vontade.

O que é que acontece a uma criança cuja mãe lhe diz “Tu és má”? Ela mantém-se criança? Mantém-se plenamente em vida? Ou será que interiormente ela descai, perdendo o contacto com o mundo e com o amor dos outros? Até mesmo o contacto com os seus pais. Será que esta mãe continua a ser mãe para esta criança? Será que o pai continua a ser pai para esta criança? De que modo responde então a criança?

Um movimento interno começa na criança: uma tentativa para se ver livre da culpa. Chamamos a este movimento penitência.

Moebius - Jean Giraud

O que é que a criança faz quando se quer livrar da culpa? Ela causa dano a si própria. E de que forma é que a criança causa esse dano?

A criança faz algo a si própria que a conduz à morte. Podem sentir isto? Haverá algo mais hostil à vida que esta ideia de culpa e penitência?

Tenho dificuldade em continuar com este tema. As consequências são incríveis. Todo o ocidente cristão é mantido em sujeição a uma instituição que obtém o seu poder a partir da ideia de culpa e penitência. Esta instituição chama-se Igreja.

 

Bert Hellinger – Excerto de conferência proferida no Congresso de Pedagogia Sistémica, em Julho de 2012, no México. Publicado no livro “The Churches and Their God” (2013). Hellinger Publications.

Traduzido do Inglês por Eva Jacinto

Tagged , , ,
%d bloggers like this: