A INTEGRIDADE DO SISTEMA SENTIDA NO CORPO

restauro de um excluído

A Integridade do Sistema
Por Bert Hellinger

Os membros de uma família ampliada vêem-se como um todo e sentem-se completos quando todos os que pertencem ao círculo familiar têm um lugar de honra nos seus corações. Pessoas que só se ocupam de si mesmas e da sua própria felicidade não sentem essa plenitude. Sempre que um membro da família consegue restaurar no seu coração um membro excluído, a diferença é prontamente sentida. As imagens internas da família e do eu ficam mais completas e a pessoa sente-se de facto mais integrada.


O namorado da mãe
Todos os representantes relataram inquietude e irritação quando uma mulher montou a constelação da sua família. Então, o primeiro namorado da mãe, falecido muito jovem, foi acrescentado, bem como a primeira mulher do seu pai, a quem ele abandonara quando iniciou a relação com a mãe desta mulher. Depois da inclusão dessas duas pessoas, os representantes imediatamente se acalmaram. Quando tomou o seu lugar na constelação, a mulher descreveu uma sensação de “abertura” no peito e um profundo sentimento de “correcção”. Nos dias seguintes, comunicou uma mudança na experiência de si mesma, como se tivesse crescido e alcançado a paz.

Essa sensação de “abertura” no corpo é típica das pessoas que estão a restaurar um membro excluído do círculo familiar. O nosso senso do eu muda quando o excluído é trazido de volta à consciência. Os sistemas são totalidades e as pessoas num sistema de relacionamentos sentem-se integradas quando o sistema inteiro está nelas representado.

O texto foi adaptado da tradução brasileira.
Bert Hellinger, Gunthard Weber e Hunther Beaumont (2012). “A Simetria Oculta do Amor”. Editora Cultrix, São Paulo.

O que nos faz adoecer


Extracto de entrevista a Mike Boxhall

Pergunta:O que é que nos adoece?

Mike Boxhall: Acredito que em boa medida tem a ver com não estarmos presente e estarmos atados a assuntos não digeridos que continuam a fermentar dentro de nós. A tendência a nos castigarmos quando não somos perfeitos, uma energia que nos mantém amarrados à insatisfação.

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E o corpo encontra uma maneira de expressar o seu descontentamento, o seu sofrimento ou o trauma vivido, que pode não ser próprio, mas dos pais e que também nos pode afectar.

A solução passa por regressar ao presente, onde a causa desse sofrimento já não existe, e assumir a responsabilidade em vez de continuar no papel de vítima.

Nesse momento de consciência presente encontra-se a possibilidade de abrir uma porta para deixar ir o que nos atormenta. Simplesmente expandindo a consciência, podemos observar a transformação das pessoas.

Extracto de entrevista a Mike Boxhall
Fonte: https://www.cuerpomente.com/salud-natural/mente/entrevista-mike-boxhall_2334

Tradução do espanhol por Eva Jacinto

Desenho: Profundidade, de Elisa Talentino