CRESCIMENTO PESSOAL

COMO CRESCEMOS

Por Bert Hellinger In El Amor del Espíritu. Un Estado del Ser (2009). Editorial Rigden – Institut Gestalt

Como crescemos? Como somos levados do mais pequeno para o mais amplo, da limitação para a totalidade? O processo de crescimento transcorre da seguinte forma: vamos incluindo progressivamente em nós próprios aquilo que anteriormente fomos marginalizando e não lhe permitimos espaço. Durante o processo, integramos o excluído e damos-lhe o lugar que lhe corresponde.

Tradução do castelhano por Eva Jacinto

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LIBERDADE PESSOAL

 

LIBERDADE PESSOAL E ESCOLHA

Por Stephan Hausner*

Tal como não tivemos escolha em relação aos nossos pais e em relação à história da família a que estamos ligados, também estamos sujeitos às forças da ordem da consciência colectiva desse sistema. No entanto, através da nossa atitude – aquela que adoptamos perante as pessoas que nos pertencem, perante as suas vidas e destinos -, temos alguma influência sobre a intensidade com que estamos presos e nos deixamos reter nos enredos familiares ou sobre o modo como podemos estar vinculados de uma maneira salutar e, dentro das nossas possibilidades, desvinculados e em maior medida independentes.

Não há dúvida de que cada pessoa recebeu algo dos seus pais e também sente que lhe falta alguma coisa por parte deles. Tudo depende daquilo a que pessoa se vincula. Se olha para o que recebeu, sente-se favorecida e por consequência tem algo para dar. Se fica na exigência e se liga àquilo que não pode receber, pode acontecer que se sinta enganada pela vida e pelos seus pais: as coisas correm-lhe mal, falta-lhe algo e por consequência, frequentemente, não está disposta ou não está em condições de dar. Com esta atitude, muitas pessoas tornam-se depressivas.

Ernesto Shikhani 1993 sem titulo

Ernesto Shikhani ,1993.

Estar em sintonia com os pais significa tomar o que se recebeu e renunciar àquilo que não se pode ter. Esta é uma renúncia verdadeira, uma vez que ninguém pode substituir os pais. O pai não pode substituir a mãe, a mãe não pode substituir o pai, os pais adoptivos ou substitutos (tutores) não podem substituir os pais biológicos e nem os cônjuges podem preencher essas necessidades. Muitas crianças sofrem sob a projecção inconsciente dos seus pais, forçadas a representá-los (parentificação).

(…) Segundo as minhas observações através do trabalho de constelações com doentes, muitos pacientes, inconscientemente, estão presos na sua doença ou sintomatologia por uma ânsia infantil e retêm-na por uma profunda necessidade de pertença. Vivem e sofrem com a esperança de alcançar maior proximidade e afecto dos seus pais, mais do que aquilo que os pais lhes podem dar.

Assim, parte do processo de cura seria renunciar a esse desejo de proximidade com os pais e, através da sintonia com eles e a auto-responsabilização, poder crescer em direcção à autonomia adulta.

A esperança do paciente de que se cumpram esses desejos infantis poderia ser considerada como um ganho inconsciente que a doença proporciona num sentido mais amplo.

 

* Stephan Hausner (2010). Aunque me Cueste la Vida. Constelaciones Sistémicas en Casos de Enfermedades y Síntomas Crónicos. Alma Lepik Editorial.

Traduzido do castelhano por Eva Jacinto

MOVIMENTO AMOROSO

O movimento amoroso mais além dos pais

O movimento amoroso em relação aos nossos pais e a sua reverência, conseguem-se quando ao mesmo tempo se dirigem para além deles. Vivenciamos essa reverência, quando a alcançamos, como a aprovação da nossa origem e das suas consequências e como a realização mais completa do nosso destino. Quem alcança o movimento e a reverência neste sentido pleno, pode também estar direito e com dignidade como filho ao lado dos seus pais, como que à mesma altura que eles, nem demasiado acima nem demasiado abaixo.

 

Bert Hellinger, In Felicidad que Permanece. Lo esencial de las constelaciones familiares. Editorial Ridgen Institut Gestalt. Traduzido do castelhano por Eva Jacinto.

Piet Mondrian Red Tree 1908

Piet Mondrian. Red Tree, 1908.

 

CRESCIMENTO PESSOAL

Vídeo de 10 minutos, legendado em português, onde Hellinger discursa sobre o crescimento pessoal, o que o promove e o que se lhe opõe.

“O processo de cura consiste em integrar o que tinha sido rejeitado, nele consentir. (…) Crescemos pelo processo de integrar algo que antes tínhamos rejeitado. E desse modo também o nosso amor cresce. Tornamo-nos mais amplos, mais humildes e mais brandos.” Bert Hellinger