A DINÂMICA RELACIONAL POR DETRÁS DAS DOENÇAS III

“Só na presença podemos mudar“: terceira e última parte da entrevista de Oralice Silva a Stephan Hausner, sobre a dinâmica relacional por detrás das doenças e sintomas, realizada em Setembro de 2015, na sequência do seminário “Constelações Aplicadas ao Âmbito da Saúde” (em Vilagarcía de Arousa, Galiza, Espanha).

Há algo que eu gostava de dizer: muitos clientes concluem que o seu passado é responsável pela sua situação presente. E também, por exemplo, os seus pais ou a sua família de origem. Mas somente na presença podemos mudar. Só podemos mudar neste momento. Assim, o trauma do passado, na verdade não é o problema. O desafio é como relacionar-nos agora com aquilo que aconteceu no passado, com aquilo que nos causou dano.” Stephen Hausner

O vídeo está legendado em português.

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Stephan Hausner

Stephan Hausner

A DINÂMICA RELACIONAL POR DETRÁS DAS DOENÇAS I

Primeiro vídeo de um conjunto de três que compõem uma entrevista realizada por Oralice Silva a Stephan Hausner em Setembro de 2015, na sequência do seminário “Constelações Aplicadas ao Âmbito da Saúde”, em Espanha (Vilagarcía de Arousa, Galiza).

Nesta entrevista procura-se abordar a dinâmica relacional por detrás das doenças e sintomas. Esta primeira parte – “A doença não é apenas um fenómeno pessoal” – incide sobre a ideia de a doença não se pode resumir a um fenómeno pessoal, confinado unicamente ao paciente, sendo necessário encará-la como estando integrada num contexto mais alargado – familiar e até transgeracional.

O vídeo está legendado em português.

(clique na imagem para assistir ao vídeo)

Stephan Hausner e Oralice Silva

Stephan Hausner e Oralice Silva

 

SEPARAÇÃO

Separação e afastamento

Por Bertold Ulsamer

 

O amor muitas vezes corre mal, as relações terminam. Parceiros partem, novos parceiros se juntam. Como podemos lidar com isto de uma forma resoluta?

Normalmente o fim chega sem que ninguém tenha de se sentir culpado. A relação terminou porque cada pessoa está emaranhada no seu próprio enredo, ou porque alguém toma um rumo diferente ou está a ser conduzido para um caminho diferente. Contudo, assim que começo a sentir culpa, tenho a crença e a ilusão de que eu ou a outra pessoa poderíamos fazer alguma coisa; que o outro ou eu próprio só teríamos de nos comportar de uma forma diferente e com isso tudo poderia ser salvo. Nessa altura, a grandeza e a profundidade da situação é mal interpretada e a culpa e as acusações de um contra o outro vão ser investidas. A solução está em que ambos se submetam à sua tristeza, à sua dor profunda, à tristeza e pesar pelo facto de a relação ter chegado ao fim…

Quando uma separação ocorre, a raiva frequentemente serve de substituto para a dor e tristeza.

Aurelia FrontyOs parceiros anteriores continuam a fazer parte do sistema. Nas colocações dos sistemas actuais, estes parceiros continuam a ser colocados. Por vezes existem tensões que ainda não foram resolvidas. Nesse caso, é importante que as coisas que ficaram por dizer sejam expressadas, por exemplo: “tenho pena” (“sinto muito”).

Quando os ex-companheiros recebem “um bom lugar”, eles podem tornar-se apoiantes e serem uma fonte de poder. “Um bom lugar” significa que eles estão a ser honrados e respeitados como ex-companheiros e predecessores. A melhor prova
disso são as relações de amizade que continuam a existir após a separação ou que começam a desenvolver-se de novo.

A supressão terá um impacto negativo no presente e no futuro da própria família. Se o ex-parceiro não é considerado como sendo parte do sistema, se a sua existência estiver, por exemplo, a ser negada, isso tem um efeito particularmente mau quando nascem crianças. A criança poderá representar o ex-parceiro. A família estará em desordem.

 

Traduzido do inglês por Eva Jacinto

Fonte: http://www.ulsamer.com/order_in_love.html

Ilustração: Aurelia Fronty