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A INTEGRIDADE DO SISTEMA SENTIDA NO CORPO

restauro de um excluído

A Integridade do Sistema
Por Bert Hellinger

Os membros de uma família ampliada vêem-se como um todo e sentem-se completos quando todos os que pertencem ao círculo familiar têm um lugar de honra nos seus corações. Pessoas que só se ocupam de si mesmas e da sua própria felicidade não sentem essa plenitude. Sempre que um membro da família consegue restaurar no seu coração um membro excluído, a diferença é prontamente sentida. As imagens internas da família e do eu ficam mais completas e a pessoa sente-se de facto mais integrada.


O namorado da mãe
Todos os representantes relataram inquietude e irritação quando uma mulher montou a constelação da sua família. Então, o primeiro namorado da mãe, falecido muito jovem, foi acrescentado, bem como a primeira mulher do seu pai, a quem ele abandonara quando iniciou a relação com a mãe desta mulher. Depois da inclusão dessas duas pessoas, os representantes imediatamente se acalmaram. Quando tomou o seu lugar na constelação, a mulher descreveu uma sensação de “abertura” no peito e um profundo sentimento de “correcção”. Nos dias seguintes, comunicou uma mudança na experiência de si mesma, como se tivesse crescido e alcançado a paz.

Essa sensação de “abertura” no corpo é típica das pessoas que estão a restaurar um membro excluído do círculo familiar. O nosso senso do eu muda quando o excluído é trazido de volta à consciência. Os sistemas são totalidades e as pessoas num sistema de relacionamentos sentem-se integradas quando o sistema inteiro está nelas representado.

O texto foi adaptado da tradução brasileira.
Bert Hellinger, Gunthard Weber e Hunther Beaumont (2012). “A Simetria Oculta do Amor”. Editora Cultrix, São Paulo.

CRESCIMENTO PESSOAL

COMO CRESCEMOS

Por Bert Hellinger In El Amor del Espíritu. Un Estado del Ser (2009). Editorial Rigden – Institut Gestalt

Como crescemos? Como somos levados do mais pequeno para o mais amplo, da limitação para a totalidade? O processo de crescimento transcorre da seguinte forma: vamos incluindo progressivamente em nós próprios aquilo que anteriormente fomos marginalizando e não lhe permitimos espaço. Durante o processo, integramos o excluído e damos-lhe o lugar que lhe corresponde.

Tradução do castelhano por Eva Jacinto

Assistir ao vídeo

BERT HELLINGER: SOBRE A EXCLUSÃO

Bert Hellinger: “A alma mostra-se somente quando não é interferida por intenções, julgamentos e medos… e se nos abrimos para algo maior.”

Bert Hellinger sobre a EXCLUSÃO: Vídeo legendado em Português.

OS MAUS E OS BONS NA FAMÍLIA

Os maus e os bons na família

por Bert Hellinger

Há algo mais a ter em conta. Algumas pessoas são excluídas de um sistema porque se diz que elas não são dignas, por exemplo, alguém que é jogador ou alcoólico, homossexual ou criminoso. Sempre que uma pessoa é excluída desta forma, por alguns dizerem “eu tenho mais direito a pertencer do que ele ou ela”, o sistema fica perturbado e faz pressão para que haja uma reconstrução ou reparação do mesmo. Porque aquele que foi separado ou excluído desta maneira, será imitado numa geração mais à frente por um descendente, sem que este se dê conta. Este descendente vai sentir-se como o excluído se sentiu, comportar-se como ele se comportou e frequentemente acaba como ele.

Joanna concejo Para isto há uma única solução. É necessário voltar a incluir no sistema aquele que foi considerado mau e reconhecer que ele tem o mesmo direito de pertença que os outros. E há que dizer-lhe: “cometemos uma injustiça contigo e temos pena de o termos feito”. Imediatamente será possível ver que é justamente da pessoa que tinha sido excluída que emana uma força grande e positiva para os descendentes. Essa pessoa torna-se uma espécie de patrono para eles.

Nas constelações familiares dá-se a curiosa observação de que em relação ao bem e ao mal, aquilo que se manifesta é geralmente o inverso daquilo que se apresenta. Aquele que é indicado como sendo o bom frequentemente se verifica ser o mau e aquele que é considerado o mau verifica-se que é o bom, de quem emana uma força positiva. Por esse motivo, só é possível fazer terapia sistémica quando os excluídos e os maus são tomados no coração e tratados com respeito. Estranhamente, no instante em que o faço ganho a confiança de todos os outros membros do sistema. Instintivamente sentem confiança em mim. Contudo, se eu me cinjo àquilo que ouço e digo ao cliente: agora diz ao teu pai ou ao teu tio de uma vez por todas que ele é um canalha, ou ao pai que abusou de ti que ele é um sujeito mau, já ninguém do sistema sente confiança no terapeuta. As soluções conseguem-se somente mediante o amor. Uma vez compreendidas estas dinâmicas, a única coisa que se pode fazer é trabalhar colocando o amor na dianteira.

 

Bert Hellinger InEl Manancial no Tiene que Preguntar por el Camino“.

Editora: Alma Lepik, Buenos Aires
Tradução do castelhano – Eva Jacinto

Ilustração de Joanna Concejo