O que nos faz adoecer


Extracto de entrevista a Mike Boxhall

Pergunta:O que é que nos adoece?

Mike Boxhall: Acredito que em boa medida tem a ver com não estarmos presente e estarmos atados a assuntos não digeridos que continuam a fermentar dentro de nós. A tendência a nos castigarmos quando não somos perfeitos, uma energia que nos mantém amarrados à insatisfação.

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E o corpo encontra uma maneira de expressar o seu descontentamento, o seu sofrimento ou o trauma vivido, que pode não ser próprio, mas dos pais e que também nos pode afectar.

A solução passa por regressar ao presente, onde a causa desse sofrimento já não existe, e assumir a responsabilidade em vez de continuar no papel de vítima.

Nesse momento de consciência presente encontra-se a possibilidade de abrir uma porta para deixar ir o que nos atormenta. Simplesmente expandindo a consciência, podemos observar a transformação das pessoas.

Extracto de entrevista a Mike Boxhall
Fonte: https://www.cuerpomente.com/salud-natural/mente/entrevista-mike-boxhall_2334

Tradução do espanhol por Eva Jacinto

Desenho: Profundidade, de Elisa Talentino

Doenças e Sintomas na Constelação

Doenças e Sintomas na Constelação

Por Stephan Hausner*

No meu primeiro workshop com Bert Hellinger, compreendi que os sintomas ou doenças não podem ser reduzidos a um fenómeno puramente pessoal. Quando trabalhamos com clientes que sofrem de problemas de saúde, frequentemente só encontramos uma solução quando olhamos para os seus sintomas ou doenças dentro de um contexto maior, como por exemplo, a família ou mesmo mais além. Quando fazemos constelações no campo da psicossomática, muitas vezes colocamos um representante para os sintomas ou doenças do cliente e o que frequentemente notamos é que esse representante é, de alguma forma, necessário para conceder um efeito de equilíbrio no sistema familiar.

Paul Klee, 1939

Vemos como os sintomas e doenças estão relacionados, não só com o paciente que os suporta, mas também com outros membros da família, ou com aspectos transgeracionais e traumas que ocorreram nessa família. A constelação mostra a interligação entre sintomas e doenças e revela que não são apenas os indivíduos que desejam a plenitude e integridade, mas também que os sistemas familiares têm uma memória e estão à procura do equilíbrio e plenitude, tentando incluir e retendo questões do passado que ainda não encontraram solução.

Ao incluir doenças e sintomas no trabalho de constelação sistémica, vimos que os representantes da doença estão frequentemente conectados a questões anteriormente excluídas, excluídas no sentido de que não estão resolvidas. Continuar a ler