Início » psicoterapia

Etiqueta: psicoterapia

CONSTELAÇÕES INDIVIDUAIS

Constelações Individuais
Por René Schubert

silhueta de mulher com cores dentro e um coração vermelho

 

É instigante e ampliador o trabalho individual em consultório com Constelações Familiares. Vejo neste um rico recurso para a prática clinica: a presentificação, os movimentos e a fluidez das imagens internas resgatadas durante o processo. As imagens vivas em cada cliente e as forças que estas possuem, o direcionamento que as mesmas operam sobre os sentimentos, afetos, crenças, pensamentos, comportamentos, consciência e corpo do cliente. E, claro, a forma como estas imagens se permitem ser resgatadas a partir do registro corporal para, enfim, possibilitar uma reconciliação em nível simbólico – um reconhecimento, uma nova tomada de consciência, a possível inclusão e reparação, a nova perspectiva, o novo lugar, o novo olhar e toda respiração profunda que advém deste, todo, agora integrado. 

Realmente, o Ser Humano possui todo um universo em si mesmo!

 

 

René Schubert (2019). Constelação Familiar: impressa no corpo, na alma, no destino. Reino Editorial.

TRABALHO SISTÉMICO COM DOENÇAS

Texto de Stephan Hausner*, traduzido do castelhano por Eva Jacinto

 

Todas as possibilidades que as constelações sistémicas nos concedem no trabalho com doentes só se podem revelar no trabalho individual com cada um dos pacientes. Ainda que com frequência se demonstrem em muitas doenças e sintomas dinâmicas familiares iguais ou similares, os passos para chegar à solução são diferentes para cada pessoa. A arte do terapeuta consiste, por um lado, em tornar consciente para o paciente aquelas imagens internas, atitudes e crenças que o conduzem à doença ou que o levam a persistir nela e nos sintomas existentes e, por outro lado, pô-lo em contacto, através do processo terapêutico, com realidades que o conduzam a modificar a sua atitude e, com isso, a encontrar uma via de alívio ou talvez de cura. (…)

Quando aqui falo de solução, refiro-me a libertar-se de algo para poder dar um primeiro passo. Porém, toda a mudança pressupõe que haja mobilidade e isto é valido também para o terapeuta. Este deve evitar que a experiência acumulada se transforme em teoria, porque senão perde-se o seu efeito curativo. Com isto quero afirmar que a experiência tem um efeito curativo através do ser do terapeuta e não através do seu conhecimento.

Muitas doenças estão relacionadas com o destino de membros da família que foram excluídos. O sofrimento e a dor que as doenças causam animam a reconhecer a pertença não só dessas pessoas, como também de acontecimentos traumáticos excluídos, e a voltar a incluí-los e integrá-los.

Esta integração passa, multo frequentemente, por um processo de solução com os pais e constitui também um processo de solução dos pais e da família. Exige ir mais além da consciência familiar sobre o bom e o mau, consciência esta que separa. Significa distanciar-se de juízos e movimentos excludentes e significa reconhecer que cada qual, seja como seja e tenha feito o que tenha feito, tem o mesmo direito de pertencer. Esta atitude que integra a todos na alma é sentida como algo sereno e curativo.

 

*Stephan Hausner (2010). Aunque me Cueste la Vida. Constelaciones Sistémicas en Casos de Enfermedades y Síntomas Crónicos. Alma Lepik Editorial.

Traduzido do castelhano por Eva Jacinto

 

B. HELLINGER: A EMPATIA

BERT HELLINGER:

Na formação de psicoterapeutas e também na formação de assistentes socais, dá-se muito valor ao exercício da empatia, ao sentir com o cliente.

Mas o que é que acontece ao terapeuta que sente empatia por um cliente? O que se passa com os terapeutas, o que fazem na realidade com o cliente?

– Convertem-no numa criança e comportam-se como se fossem a sua mãe ou pai. E uma vez estabelecida esta empatia, impedem que o cliente actue.

 

(clique na imagem para assistir ao vídeo desta palestra)