DIREITO SISTÉMICO

Texto originalmente publicado na revista Conexão Sistêmica Sul, nº 4: Filosofia, Pensamento e Prática das Constelações Sistêmicas (3 Out 2015).
Publicado também no blog do autor, Direito Sistêmico, em 23-08-2016.

Direito Sistêmico: primeiras experiências com constelações no judiciário

Autor: Sami Storch

 

Introdução

Quando ingressei na magistratura, no início de 2006, já estava cursando minha primeira formação em constelações e, desde o princípio, a visão sistêmica vem me auxiliando na compreensão das dinâmicas existentes nos conflitos com os quais lidamos na Justiça, assim como na busca da melhor solução em cada caso.

Wassily Kandisky

Os conflitos surgem no meio de relacionamentos e, nas palavras de Bert Hellinger, “os relacionamentos tendem a ser orientados em direção a ordens ocultas.[…] O uso desse método faz emergir novas possibilidades de entender o contexto dos conflitos e trazer soluções que causam alívio a todos os envolvidos”1.

O mero conhecimento dessas ordens ocultas, descritas por Hellinger como as “ordens do amor”, permite a compreensão das dinâmicas dos conflitos e da violência de forma mais ampla, além das aparências, facilitando ao julgador adotar, em cada caso, o posicionamento mais adequado à pacificação das relações envolvidas.

A quem se permite conhecer essas ordens através das constelações familiares, elas se integram e se refletem naturalmente nos diversos meios de nossa vida, inclusive o profissional.

Em minha prática judicante, portanto, a aplicação da visão sistêmica e do conhecimento das ordens do amor começou a se dar de forma discreta, durante as audiências nas ações judiciais da área de família. Posteriormente introduzi meditações e exercícios de constelações propriamente ditas, com representantes, e venho realizando experiências também na área criminal e na de infância e juventude.

Neste artigo abordo as primeiras experiências, já com resultados consolidados.

Uma História de Amor

Desde o início, o uso de frases “sistêmicas” revelou-se de grande força, no sentido de sensibilizar as partes envolvidas no conflito, levando-as a olhar para um contexto maior e a reconhecer o amor existente na origem do relacionamento e a dor sofrida por ambos, pelo fato de ele não ter dado certo.

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DIREITO SISTÉMICO

 

“Direito Sistémico” é uma expressão forjada pelo juiz brasileiro Sami Storch, que pretende dar conta da análise das situações que se colocam na justiça sob a óptica das “Ordens do Amor” de Bert Hellinger. Neste vídeo de 16 minutos podemos assistir a uma entrevista numa rádio do Brasil, onde o referido juiz fala sobre a aplicação do método das constelações familiares para a obtenção da conciliação em diferentes situações que se apresentam no âmbito judicial. A entrevista é de Abril de 2014.

(clique na imagem para ver o vídeo)Sami Storch