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ABORDAGEM SISTÉMICA DO TRAUMA

Acerca da abordagem terapêutica do trauma psíquico.

 

 

“Nas abordagens terapêuticas baseadas na orientação para o problema – por exemplo, a psicanálise – perspectiva-se o trauma infantil precoce como a causa das situações problemáticas actuais. Nas terapias sistémicas, que se focam na solução, procuram-se imagens internas que possam proporcionar uma imagem da resolução e tentam-se activar recursos internos que actuem como fontes de ânimo.”

 

 

In Eva Madelung & Barbara Innecken (2004). Entering Inner Images. Carl-Auer-Systeme-Verlag.

Desenho de Sophie Lécuyer

 

 

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O QUE SÃO AS Constelações Familiares

Constelações Familiares

Trata-se de um método psicoterapêutico, criado por Bert Hellinger, que se diferencia dos métodos psicoterapêuticos tradicionais no que diz respeito à análise dos problemas do cliente e à forma de procurar a sua solução.
Narda Lebo

Inscreve-se numa linha de trabalho que coloca em situação (em constelação) os elementos do sistema e as imagens internas do cliente, através do recurso a participantes que os representam, trabalhando com a percepção que surge através desses representantes.

De uma forma rápida e efectiva este método permite que o cliente obtenha compreensões muito claras acerca das dinâmicas e enredos familiares que mantêm os problemas, alcançando por essa via importantes movimentos de compreensão e solução.

Nas diferentes secções desta página encontrará mais informações sobre este método e sobre a forma de realizar a sua própria constelação pessoal.

 

 O QUE É QUE SE FAZ NUMA SESSÃO DE CONSTELAÇÕES FAMILIARES?
 A QUEM PODE AJUDAR ESTA FERRAMENTA TERAPÊUTICA?
 PARTICIPAR, CONSTELAR e SABER MAIS
CONSTELAÇÕES FAMILIARES INDIVIDUAIS
ARTIGOS e VÍDEOS

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A DINÂMICA RELACIONAL POR DETRÁS DAS DOENÇAS III

“Só na presença podemos mudar“: terceira e última parte da entrevista de Oralice Silva a Stephan Hausner, sobre a dinâmica relacional por detrás das doenças e sintomas, realizada em Setembro de 2015, na sequência do seminário “Constelações Aplicadas ao Âmbito da Saúde” (em Vilagarcía de Arousa, Galiza, Espanha).

Há algo que eu gostava de dizer: muitos clientes concluem que o seu passado é responsável pela sua situação presente. E também, por exemplo, os seus pais ou a sua família de origem. Mas somente na presença podemos mudar. Só podemos mudar neste momento. Assim, o trauma do passado, na verdade não é o problema. O desafio é como relacionar-nos agora com aquilo que aconteceu no passado, com aquilo que nos causou dano.” Stephen Hausner

O vídeo está legendado em português.

(clique na imagem para assistir)

Stephan Hausner

Stephan Hausner

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CONSTELAÇÕES APLICADAS À JUSTIÇA

Acerca da aplicação do método das Constelações Familiares ao âmbito judicial. Uma breve entrevista ao Juiz brasileiro Sami Storch (São Paulo, 2015).

(clique na imagem para assistir ao vídeo)

René Schubert & Sami Storch

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CONSTELAÇÕES E DOENÇAS

CONSTELAÇÕES E DOENÇAS, por Stephan Hausner

 

Na constelação o paciente reconhece onde se encontra atado e onde tem potencial para desatar essas ataduras. Não se trata de mudar comportamentos, mas de mudar posições fundamentais, que levam ao crescimento. Talvez que, a partir desse crescimento, ele possa então mudar comportamentos. Quando começo a trabalhar com um grupo de constelação, explico que em grande medida é o conceito que o paciente tem sobre a vida que o levou até o ponto onde ele se encontra neste momento. Explico-o através de um exemplo, que designo por “ecologia da doença”: quando na sequência da fractura de uma perna nos colocam o gesso que nos obriga a ficar na cama, sabemos que por um breve período de tempo não vamos poder caminhar; quer dizer que o nosso corpo só investe nas estruturas estritamente necessárias. Porque é que um corpo pode manter uma doença por vezes ao longo de toda a vida? Isso é explicável quando a doença tem um significado mais profundo, ou quando o paciente dela beneficia, de forma inconsciente. Este enquadramento da doença tange à responsabilidade pessoal pela situação. O assentir à situação vital actual é, para mim, a premissa para se realizar um trabalho de constelação e é também o primeiro passo em direcção à solução. A experiência mostra que quando uma pessoa não pode dizer “sim” à sua situação de vida, à sua vida tal como a recebeu dos seus pais, então não pode dizer “sim” àquilo que se revela numa constelação. (…)

Elisa-Talentino-Épineuse recortadoDesenho de Elisa Talentino

Só tem futuro quem está em consonância com o seu passado. Quem está ressentido com seu passado, está atado, e, portanto, não está livre para o futuro. A força para a solução e para a cura vem da consonância. Portanto, a anamnese que faço é determinada pela pergunta: qual é o tema com o qual o paciente não está em consonância? Isto pode referir-se à sua vida pessoal, de um trauma, de um movimento interrompido, ou pode também ir para além da sua vida pessoal. Nas constelações com doentes torna-se evidente que a visão sobre a vida pessoal não é suficiente. Para uma vida plena, com saúde, é necessário estar em consonância com os nossos pais, com a história da nossa família e com a história do mundo tal qual como ele é. O oposto da consonância é a reclamação, a culpabilização e a censura. Com isto, estreitamo-nos e paralisamos. Quando termina, vivenciamos a resolução como curativa e pacificadora da alma e do corpo.

Nas constelações a doença revela-se-nos na sua condição de força reguladora ao serviço do indivíduo, da família e de sistemas maiores.

 

Stephan Hausner. Curación en Sintonía. Una conversación con Marianne Franke. 21.09.06. In ECOS-boletín nº 21, enero de 2009.

(Tradução do castelhano de EJ)

Texto disponível nesta página: TEXTOS PARA LEVAR

 

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