SOBRE A SEPARAÇÃO E DIVÓRCIO

No seu livro “Tu és um de Nós – Compreensões e Soluções Sistémicas para Professores, Alunos e Pais”* Marianne Franke-Gricksch demonstra como pode transferir as bases do pensamento de Bert Hellinger para o âmbito escolar, levando os alunos a experimentar as ordens dentro da sua família e a encontrar o melhor posicionamento dentro do sistema. As crianças que puderam experienciar os efeitos das ordens demonstraram-se mais disponíveis para a aprendizagem e para se integrarem no sistema escolar, bem como um maior respeito pela família e condição de vida dos seus colegas.

O excerto que aqui se apresenta constitui uma reflexão que a autora faz no seu livro sobre a separação entre os casais.

 

EXISTE UMA CULTURA DA SEPARAÇÃO

Até agora estive com turmas onde havia cada vez mais crianças cujos pais viviam separados ou que se tinham divorciado. Era muito evidente para mim o quanto algumas crianças tentavam dissimular esta situação. Parece-me que quando o pai já não vive com a família, o sofrimento é incrementado pelo estigma social que se vem aderir à família “incompleta”. Por lealdade com os seus pais, as crianças não falam do assunto e, desse modo, a separação reproduz-se na comunicação interrompida tanto entre a casa dos pais e a escola como entre as crianças e os seus amigos.

Dado que eu própria vivi separada e de seguida me divorciei, reflecti muito sobre a cultura da separação. Como se poderia retirar o melhor dela para beneficiar os filhos?

Para que a difícil situação de separação fosse mais suportável, tanto para os pais como para os filhos, parti das seguintes ideias básicas, sobre as quais conversei em cada turma com as crianças e também em entrevistas combinadas com os pais. Durante a entrevista, e como uma espécie de “acta de reflexão”, entreguei a algumas mães estas ideias básicas por escrito:

1. Uma família permanece sempre intacta. Ainda que os pais rompam a relação amorosa, ela não se quebra. Os pais serão sempre os pais e, de forma consciente ou não, vão manter uma relação de pais enquanto viverem. Ali vocês estão contidos. De modo que, quer os vossos pais voltem a pôr-se de acordo quer não, vocês podem sempre imaginar que estão unidos. Isto é correcto e faz-vos sentir bem.

2. Toda a criança tem direito a amar tanto o seu pai como a sua mãe e a estar com o seu pai e com a sua mãe para aprender de ambos. Enquanto as crianças forem pequenas, serão os pais a determinar o que é bom para a criança. Continuar a ler

ABORDAGEM SISTÉMICA DO TRAUMA

Acerca da abordagem terapêutica do trauma psíquico.

 

 

“Nas abordagens terapêuticas baseadas na orientação para o problema – por exemplo, a psicanálise – perspectiva-se o trauma infantil precoce como a causa das situações problemáticas actuais. Nas terapias sistémicas, que se focam na solução, procuram-se imagens internas que possam proporcionar uma imagem da resolução e tentam-se activar recursos internos que actuem como fontes de ânimo.”

 

 

In Eva Madelung & Barbara Innecken (2004). Entering Inner Images. Carl-Auer-Systeme-Verlag.

Desenho de Sophie Lécuyer

 

 

O QUE SÃO AS Constelações Familiares

Constelações Familiares

Trata-se de um método psicoterapêutico, criado por Bert Hellinger, que se diferencia dos métodos psicoterapêuticos tradicionais no que diz respeito à análise dos problemas do cliente e à forma de procurar a sua solução.
Narda Lebo

Inscreve-se numa linha de trabalho que coloca em situação (em constelação) os elementos do sistema e as imagens internas do cliente, através do recurso a participantes que os representam, trabalhando com a percepção que surge através desses representantes.

De uma forma rápida e efectiva este método permite que o cliente obtenha compreensões muito claras acerca das dinâmicas e enredos familiares que mantêm os problemas, alcançando por essa via importantes movimentos de compreensão e solução.

Nas diferentes secções desta página encontrará mais informações sobre este método e sobre a forma de realizar a sua própria constelação pessoal.

 

 O QUE É QUE SE FAZ NUMA SESSÃO DE CONSTELAÇÕES FAMILIARES?
 A QUEM PODE AJUDAR ESTA FERRAMENTA TERAPÊUTICA?
 PARTICIPAR, CONSTELAR e SABER MAIS
CONSTELAÇÕES FAMILIARES INDIVIDUAIS
ARTIGOS e VÍDEOS

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A DINÂMICA RELACIONAL POR DETRÁS DAS DOENÇAS III

“Só na presença podemos mudar“: terceira e última parte da entrevista de Oralice Silva a Stephan Hausner, sobre a dinâmica relacional por detrás das doenças e sintomas, realizada em Setembro de 2015, na sequência do seminário “Constelações Aplicadas ao Âmbito da Saúde” (em Vilagarcía de Arousa, Galiza, Espanha).

Há algo que eu gostava de dizer: muitos clientes concluem que o seu passado é responsável pela sua situação presente. E também, por exemplo, os seus pais ou a sua família de origem. Mas somente na presença podemos mudar. Só podemos mudar neste momento. Assim, o trauma do passado, na verdade não é o problema. O desafio é como relacionar-nos agora com aquilo que aconteceu no passado, com aquilo que nos causou dano.” Stephen Hausner

O vídeo está legendado em português.

(clique na imagem para assistir)

Stephan Hausner

Stephan Hausner